MORTALIDADE
Pesquisa revela que ter cachorro ou gato traz benefícios à saúde, diminui o risco de morte por doenças cardiovasculares e melhora o bem-estar.
Uma pesquisa feita em pessoas de vários países, revelou que ter um animal de estimação reduz em 24% as chances de mortalidade por diversas causas, quando comparada com quem não tem um pet em casa
O estudo foi conduzido pela endocrinologista Carolina Kramer e publicada na revista circulation, da Associação Americana do Coração. Para chegar ao resultado, a médica coletou dados de quase 4 milhões de pessoas nos Estados Unidos, Escandinávia,Canadá, Nova Zelândia, Austrália e Reino Unido.
Além da redução de mortalidade geral, o estudo apontou que há uma diminuição no risco de morte por doenças cardiovasculares - que são a maior causa de óbitos em todo o mundo.
Outra pesquisa, publicada no mesmo jornal com dados coletadas na Suécia, ainda apontou que os cãezinhos também podem ajudar a prolongar a vida de quem já passou por problema sério de saúde.
Pessoas que tiveram um infarto e moravam sozinhas com cães tiveram uma redução de 33% no risco de morte. Já aqueles que sofreram um AVC, e viviam apenas com um cachorro em casa tiveram uma redução do risco em 27%, comparados a quem não tinha cães.
O estudo feito por Carolina Kramer ressaltou também que ter um cachorro contribui beneficamente ao bem-estar, de forma que estimula atividades físicas , diminuindo o isolamento social, reduz a pressão sanguina e melhora as taxas de colesterol.
Portanto menos risco de morte atribuído aos donos de cães, segundo as pesquisas, poderia ser explicado pelo aumento da prática de exercícios físicos na rotina diária e diminuição da depressão e solidão.
Vale ressaltar que uma pesquisa realizada por psicólogos da Universidade de Miami e St. Louis, nos Estados Unidos, reforçou a ideia de que possuí animais de estimação traz benefícios ao bem-estar dos donos.
O grupo estudado, que possuam animais como cães e gatos, eram menos solitários, tinham melhor autoestima, eram mais extrovertidos e se aproximavam das pessoas com maior facilidade, quando comparados ao grupo sem animal de estimação.
João Morais Jornalista


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